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As Origens do Pampa
O Pampa conquistou fama mundial ao desempenhar seu papel de
"bandido" nos filmes americanos de western e de guerra entre
exércitos e índios. Montados pelos índios, geralmente a
pêlo, estes cavalos coloridos, autênticos mustangs das
pradarias americanas, ainda hoje encantam olhares de milhões
de telespectadores em todo o mundo, seja pela beleza de sua
pelagem e conformação, pela coragem, a velocidade, a
agilidade.
Como raça, o cavalo Pampa já é mundialmente reconhecido
através do "Paint Horse", o Pampa americano de tipo Quarto
de Milha, ou pelo nome de "Pinto" (palavra de origem
espanhola). A diferença principal entre ambos é que o
"Pinto" não apresenta o tipo morfológico para o trabalho,
que caracteriza a conformação do cavalo Quarto de Milha. A
origem do Pampa americano, data de 1519, quando o explorador
espanhol Hermando Côrtes trouxe para o continente americano
uma tropa composta de 16 cavalos de guerra, entre os quais
havia um branco com manchas escuras no ventre. Do cruzamento
deste animal manchado com os nativos mustangs americanos
originaram-se os cavalos "Pinto" e "Paint".
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Povoado por manadas de cavalos selvagens, o oeste americano
foi desbravado nas patas de cavalos pampas com suas pelagens
alegres, tornando-se as montarias de preferência dos índios
e, particularmente, dos índios Comanches, famosos pelas suas
exímias habilidades como cavaleiros do oeste americano, mais
velozes do que as cavalarias, diligências e trens. Os índios
Comanches idolatravam os cavalos Pampas, acreditando serem
os favoritos dos Deuses.
No Brasil, não há registro de uma data precisa da primeira
introdução de animais pampas, mas acredita-se que a pelagem
foi introduzida através de alguns poucos cavalos de origem bérbere, trazidos pelos colonizadores portugueses e,
principalmente, pelos cavalos holandeses, quando da invasão
de Pernambuco. Com estas raças, também foi introduzido no
Brasil um tipo de andamento naturalmente marchado, razão
pela qual o Pampa brasileiro apresenta, além de suas
belíssimas variedades de pelagens, outro relevante fator
diferencial de mercado: a marcha. Esta característica
funcional qualifica o cavalo Pampa nacional como um eqüino
ideal para o lazer - passeios, turismo eqüestre, cavalgadas,
enduros de regularidade. No mercado internacional, um Pampa
marchador é uma "jóia" de inestimável valor, e raridade!
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Cavalo Passo Fino |
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A origem do nome pampa é a seguinte: Em meados do século XIX
o brigadeiro Rafael Tobias Aguiar, vencido na revolta da
província de Sorocaba, interior de São Paulo, fugiu com seu
exército para o Rio Grande do Sul, onde aderiu à batalha dos
Farrapos. A maioria dos soldados montavam cavalos pampas,
inicialmente conhecidos no sul como tobianos. Quando do
retorno à São Paulo, estes cavalos passaram a ser
gradualmente conhecidos no resto do país como os cavalos dos
"Pampas" (codinome do Estado do Rio Grande do Sul).
Ao contrário dos objetivos da APHA - American Paint Horse
Association, a ABCPAMPA - Associação Brasileira dos
Criadores do Cavalo Pampa, não registra animais descendentes
do Quarto de Milha e, praticamente, de todas as raças
exóticas, a fim de não descaracterizar o tipo morfológico do
Pampa nacional. O cavalo pampa brasileiro está sendo formado
com base em um padrão morfológico internacional tipo sela,
preservando-se todas as modalidades de andamentos, que
exprimem o real significado de um animal de destinado a
diversas funcionalidades.
Fonte: Lúcio Sérgio Andrade e o site da ABCPAMPA |
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Padrão Racial do cavalo Pampa |
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PADRÃO
RACIAL DO CAVALO PAMPA
Aprovado pelo CDT
Em 25/03/2004
INTRODUÇÃO AO PADRÃO RACIAL
O Cavalo PAMPA é oriundo do cruzamento entre reprodutores e reprodutrizes, das raças Anglo-Árabe, Campeiro, Campolina,
Crioulo, Mangalarga, Mangalarga Marchador, PSI.
APARÊNCIA GERAL
a) Pelagem: Pampa conjugada com as pelagens sólidas contidas
no regulamento, sendo que o animal deverá ter no mínimo uma
área de pelos brancos sobre pele despigmentada medindo em
torno de 100 cm 2 podendo ser composta de até no máximo duas
manchas formando a área total. As despigmentações de crina e
cauda podem ser de qualquer forma e tamanho expressivo.
b) Porte médio a grande, estrutura e musculatura forte,
proporcionada e bem distribuída, com ossos resistentes,
articulações e tendões bem definidos, expressão vigorosa e
sadia, temperamento altivo, brioso, enérgico e dócil. Pele e
pêlos finos.
c) Altura: mínima de 1,45 m para os machos e de 1,40 m para
as fêmeas.
CABEÇA
a) De tamanho médio, harmoniosa, fronte ampla e plana, ganachas afastadas;
b) Perfil: retilíneo na fronte e chanfro;
c) Olhos: afastados, expressivos, grandes, salientes, com
pálpebras finas e flexíveis;
d) Orelhas: proporcionais, de tamanho médio, paralelas, bem
implantadas e bem dirigidas;
e) Narinas; grandes, flexíveis e afastadas;
f) Boca: de abertura média, lábios finos justapostos e
firmes.
PESCOÇO
Leve em sua aparência geral, oblíquo, proporcional, de boa
musculatura, apresentando equilíbrio e flexibilidade, de
inserções bem definidas e harmoniosas, com sua borda
superior ligeiramente rodada e retilíneo na borda inferior.
Bem unido à cabeça por uma larga e limpa garganta, com
inserção ao tronco no terço médio superior do peito. Crinas
com cerdas finas e sedosas.
TRONCO
a) Cernelha: bem definida e musculada;
b) Peito: amplo, profundo, bem musculado e não saliente;
c) Costelas: longas e arqueadas;
d) Tórax: amplo e profundo;
e) Dorso: de comprimento médio, proporcional, de boa
direção, musculado, bem unido a cernelha e harmoniosamente
ligado ao lombo;
f) Lombo: curto, reto, largo, coberto por forte massa
muscular, harmoniosamente ligado ao dorso e à garupa;
g) Flancos: curtos e cheios;
h) Garupa: longa, ampla, musculada, levemente inclinada com
a região sacral não saliente e de altura não superior à da
cernelha;
i) Cauda; de inserção media, bem implantada, móvel, dirigida
para baixo quando do animal em movimento, cerdas(cabelos)
finas e sedosas;
MEMBROS
a) Espáduas: longas, amplas, oblíqua, de musculatura forte e
bem distribuída;
b) Braços: longos, musculosos, de boa angulação e bem
articulados;
c) Antebraços: longos, retos e musculosos;
d) Joelhos: fortes, secos, bem articulados, e na mesma linha
dos antebraços:
e) Coxas: longas, amplas e musculosas;
f) Pernas: fortes longas e musculosas;
g) Jarretes: fortes, secos, lisos, bem articulados e
aprumados e livres de taras;
h) Canelas: retas com tendões nítidos, sem estrangulamentos,
sem taras duras ou moles.
i) Boletos: definidos e bem articulados;
j) Quartelas: médias, fortes, de boa angulação e bem
articuladas;
l) Cascos: médios e resistentes;
m) Membros no conjunto: bem aprumados vistos de frente, de
perfil e por trás, tolerando-se desvios parciais, porém
penalizando aqueles considerados graves, tais como:
Anteriores – transcurvos, ajoelhados, cambaios, sobre-si
(debruçados), acampados, emboletados e arriados de quartela.
Posteriores – Jarretes muito fechado com as pinças dos
cascos excessivamente voltados para fora, acampados,
excessivamente acurvilhados, emboletados e arriados de
quartela;
ANDAMENTO:
Qualquer modalidade de andamento natural.
DESCLASSIFICAÇÃO
a) Pele: pseudoalbino
b) Olhos: iris albinóide a exceção da iris de cor azul.
c) Temperamento: vícios considerados graves e
transmissíveis;
d) Orelhas: mal dirigidas(acabanadas);
e) Perfil: excessivamente convexilíneo ou concavilíneo;
f) Lábios: com relaxamento de suas comissuras(belfo);
g) Arcada dentária: assimetria com menos de 50% de contato
entre as mesas dentárias (prognatismo);
h) Pescoço: borda inferior convexa (invertido ou de cervo);
i) Dorso e Lombo: (concavilíneo) lordose , selado; (convexilíneo)
cifose, dorso de carpa e (escoliose) desvio lateral da
coluna;
j) Garupa: Demasiadamente inclinada (derreada), mais alta do
que a cernelha(menso) tolerando-se uma diferença de até 2,0
cms nas fêmeas;
l) Membros: defeitos graves de aprumos congênitos ou
hereditários e taras ósseas;
m) Aparelho genital; anorquidia (ausência congênita dos
testículos), monorquidia (ausência congênita de um
testículo), criptorquidia (um ou dois testículos retidos na
cavidade abdominal); assimetria testicular ou escrotal
acentuada (hipo ou hiperpalasia), anomalias congênitas do
sistema genital das fêmeas;
n) Pelagem sólida, persa, apaloosa, oveira e bragada (área
de pelos brancos sobre pele despigmentada somente na região
do ventre);
Fonte: site da ABCPAMPA |
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